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Covid-19: SP libera Pfizer para grávidas com 1ª dose da AstraZeneca

Medida contraria recomenda√ß√£o do Minist√©rio da Sa√ļde

Por Diário dos Municípios em 21/07/2021 às 16:06:36

Gestantes e puérperas do estado de S√£o Paulo que tomaram a primeira dose da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz v√£o tomar a segunda dose com o imunizante da Pfizer/BioNTech. A informa√ß√£o foi dada hoje (21) pelo governo de S√£o Paulo.

"A medida passa a valer a partir desta sexta-feira, dia 23, e é v√°lida a todas as gestantes e puérperas que tomaram primeira dose da AstraZeneca e que poder√£o tomar a segunda dose da Pfizer", disse Rodrigo Garcia, vice-governador de S√£o Paulo.

A decis√£o do governo de S√£o Paulo contraria a recomenda√ß√£o do Ministério da Saúde de utilizar o mesmo imunizante aplicado na primeira dose e esperar o prazo de 45 dias após o parto para que a segunda dose seja aplicada. O Ministério da Saúde também recomendou que a vacina√ß√£o de gr√°vidas e puérperas n√£o seja mais feita com o imunizante da AstraZeneca, mas com os da Pfizer e do Instituto Butantan (Sinovac/CoronaVac).

Segundo o governo paulista, a decis√£o em adiantar a imuniza√ß√£o das gestantes e n√£o esperar os 45 dias após o parto para a aplica√ß√£o da segunda dose se deve principalmente pelo avan√ßo dos casos da variante delta, que é mais transmissível e tem provocado um grande aumento no número de casos em diversos países. Até o momento, o governo paulista confirma nove casos de transmiss√£o comunit√°ria dessa variante no estado de S√£o Paulo. Estudos t√™m demonstrado que uma pessoa só estar√° protegida contra a variante delta se tiver tomado as duas doses da vacina.

"Temos que fazer uma an√°lise de risco. Neste momento, a mortalidade por covid-19 é muito superior a qualquer risco que poderia acontecer com a vacina. Um risco teórico, j√° que o risco evidente a gente n√£o tem. Agora, temos a certeza que deixar essas mulheres desprotegidas por um período de até 10 meses seria uma incoer√™ncia muito grande", disse Rossana Pulcineli, presidente da Associa√ß√£o de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de S√£o Paulo (Sogesp). "É importante que a gente leve em considera√ß√£o que estamos come√ßando a ter a variante delta no nosso país e também no nosso estado, ainda que com número pequeno. J√° existem evid√™ncias de que uma dose só da vacina n√£o protege contra a variante delta. Ent√£o é muito importante que todas as gestantes e médicos saibam da necessidade de que esse esquema [vacinal] seja completo", disse.

De acordo com o governo de S√£o Paulo, tomar doses diferentes de imunizantes est√° embasada em estudos que demonstraram boa prote√ß√£o com a chamada "intercambialidade" de vacinas desses dois laboratórios e est√° em conformidade com recomenda√ß√Ķes da Sogesp, da Comiss√£o Permanente de Assessoramento em Imuniza√ß√Ķes (CPAI) e do Centro de Conting√™ncia do Coronavírus de S√£o Paulo.

"Existem já alguns estudos iniciais da utilização da vacina da AstraZeneca e posteriormente a segunda dose com a vacina da Pfizer onde foi observado que a imunidade era garantida com a segunda dose da vacina e que não havia aumento de efeitos adversos importantes", disse Rossana.

A medida deve beneficiar 8,8 mil gr√°vidas e puérperas do estado que, em maio, receberam a primeira dose da AstraZeneca. Segundo o governo de S√£o Paulo, 229 mil gr√°vidas e puérperas iniciaram o esquema vacinal no estado e 34,6 mil j√° est√£o completamente imunizadas.

"A gente pede que essas gestantes que tomaram a primeira dose da AstraZeneca verifiquem seu cart√£o vacinal. Ent√£o, procure a unidade b√°sica de saúde, de prefer√™ncia onde j√° tomou a sua primeira dose para, no prazo, tomar a segunda dose da vacina da Pfizer", disse Regiane de Paula, coordenadora geral do PEI (Plano Estadual de Imuniza√ß√£o).

Fonte: Agência Brasil

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