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Confronto em Jerusalém deixa mais de 300 feridos em mesquita

Conflitos ocorreram diante da mesquita de Al-Aqsa

Por Diário dos Municípios em 10/05/2021 às 15:22:59

Manifestantes palestinos atiraram pedras e policiais israelenses dispararam granadas de atordoamento e balas de borracha em confrontos diante da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, nesta segunda-feira (10), quando Israel comemorou o anivers√°rio da captura de partes da cidade na Guerra dos Seis Dias.

A Sociedade do Crescente Vermelho (movimento internacional humanit√°rio) palestina disse que mais de 305 palestinos ficaram feridos no episódio e que ao menos 228 deles foram levados a hospitais. V√°rios se encontram em estado grave, e a polícia informou que 21 agentes ficaram feridos.

Al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Isl√£, é um foco de viol√™ncia em Jerusalém durante o m√™s mu√ßulmano sagrado do Ramad√£, e os conflitos causam preocupa√ß√£o internacional.

As tens√Ķes aumentaram porque Israel comemorou o "Dia de Jerusalém", a celebra√ß√£o anual da conquista de Jerusalém Oriental e da Cidade Velha murada, que abriga sítios sagrados mu√ßulmanos, judeus e crist√£os.

Na tentativa de amenizar a situa√ß√£o, a polícia israelense disse que proibiu que grupos judeus fizessem visitas nesta data à pra√ßa sagrada que abriga Al-Aqsa, que é reverenciada como o local original de templos bíblicos.

A polícia também estudava redirecionar um desfile tradicional do Dia de Jerusalém, no qual milhares de jovens judeus portando bandeiras de Israel atravessam o Port√£o de Damasco da Cidade Velha e o Bairro Mu√ßulmano.

A polícia disparou g√°s, granadas de atordoamento e balas de borracha contra centenas de palestinos que os alvejaram com pedras na pra√ßa de Al-Aqsa, disseram testemunhas.

A viol√™ncia no complexo sagrado diminuiu v√°rias horas depois de come√ßar, e testemunhas disseram que a polícia israelense come√ßou a permitir a entrada de palestinos de mais de 40 anos.

Em coment√°rios públicos, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que seu país est√° determinado a manter a lei e a ordem em Jerusalém, preservando ao mesmo tempo a "liberdade de culto e a toler√Ęncia a todos".

Nabil Abu Rudeineh, porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas, acusou "forças de ocupação israelenses" de realizarem uma "operação brutal" em Al-Aqsa.

As tens√Ķes também s√£o insufladas pelos planos de expuls√£o de v√°rias famílias palestinas do bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental.

Fonte: Agência Brasil

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